AUTO ESCOLA FRANCA - Dicas para quem vai precisar da carteira de habilitação no Japão,legislação, procedimentos...
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Carteira de habilitação no Japão

         A carteira de habilitação brasileira não tem validade imediata no Japão. Mas, você pode obter sua validação, levando-a ao “Unten Menkyo Shikenjô” (Departamento de Trânsito) e solicitando a carteira e habilitação japonesa brasileira.
A condição básica para se conseguir a revalidação é ter decorrido 03 meses após a emissão da carteira.
          Os documentos necessários são:
 - Carteira de motorista brasileira (traduzida)
 - Passaporte
 - Carteira de identidade para estrangeiros
 - Uma foto ( 2,4cm X 3,0cm)
 - Certidão Negativa – obtida no órgão competente no Brasil – DETRAN.
 - Pagamento de taxa.
 
         Leve estes documentos ao Departamento de Trânsito e encaminhe o pedido de solicitação da carteira de habilitação. Cada província tem sua forma de procedimento, podendo-se exigir exames médicos e teóricos, além da prova prática. Não é exigido o conhecimento da língua japonesa. Caso você necessite de óculos ou lentes de contato, não esqueça de levá-los.
 
Habilitação internacional 
Para os que tiram a carteira fora do Japão é preciso que permaneçam fora do arquipélago por mais de 03 meses, para que a licença tenha validade no Japão. Um fator positivo é a extensão da validade da carteira de 03 para 05 anos e o prazo de renovação de 01 mês para 02 meses.
No Japão, tanto os turistas como os residentes, podem dirigir com a carteira internacional durante 01 ano, desde a chegada ao país. No entanto, se a licença vence em menos de 01 ano, ela perde a validade. Não se pode trocar a carta internacional pela japonesa e nem se pode renová-la no Japão.
A licença pode ser emitida por qualquer um dos 91 países associados à Convenção de Genebra, como Argentina, Equador, Cuba, Guatemala, Paraguai, Chile, Venezuela, Peru e Japão. Nestes países é permitido dirigir veículos com a licença internacional. Porém, pessoas de outras nacionalidades, cujos países não fazem parte da convenção, podem tirar a carta de habilitação japonesa.
            É preciso fazer um curso em uma escola para motoristas ( kyooshuujo ou jidoosha gakkoo). O custo do curso será de cerca de 300 mil ienes (US$ 2400). O exame prático é realizado na escola e o teste escrito (em japonês ou inglês) é feito no Centro de Carta de Habilitação (unten menkyo center).
Leis e penalidades de trânsito 
           No Japão o sistema de pontuação é proporcional ao tipo de infração. Portanto, não é suficiente pagar a multa. Por exemplo: estacionamento em locais não permitidos incorre em 03 pontos, desobediência à sinalização e ultrapassagem proibida em 02 pontos cada. Quanto à infração para excesso de velocidade, dependerá da velocidade em questão. Por exemplo, a cada 10km/h incorre em 01 ponto. Acumulando os pontos, a pessoa estará exposta à seguinte situação:
 
-Com 06 pontos = 30 dias de licença apreendida.
-Com 10 pontos = 60 dias de licença apreendida.
         Além disso, se o motorista é reincidente, por estacionamento em local não permitido, terá 30 dias de licença apreendida.
No caso de ser pego dirigindo bêbado, a licença será apreendida numa primeira e única vez. Decorrido um ano da última infração, a pontuação começa do 0 (zero)novamente.
Quando se fala em penalidades, não se está referindo apenas à pontuação. Existe também a multa em dinheiro. Dependendo do caso, a penalidade pode ser convertida em pena de trabalho forçado. Por exemplo, se estiver dirigindo bêbado, poderá ter uma pena de trabalho forçado de até 02 anos ou pagar uma multa de até 100 mil ienes.
Caso cometa uma infração ilegal que comprometa a licença, terá de cumprir uma pena de até 01 ano de trabalho forçado ou uma multa de até 100 mil ienes.
          Um estrangeiro que se encontre no Japão há mais de 01 ano, e que esteja dirigindo sem a habilitação para estrangeiros, cumprirá pena de trabalho forçado de até 06 meses ou uma multa de até 100 mil ienes.
            Os casos de desobediência à sinalização, estacionamento em locais não permitidos e ultrapassagem proibida, poderão incorrer em pena de trabalho forçado de até 3 meses ou de até 50 mil ienes.

INFRAÇÕES

PONTOS**

MULTA

Dirigir com excesso de embriaguez

25

 

Dirigir sob efeito de drogas

25

 

Direção perigosa

25

 

Dirigir embriagado (de 0,15 a 0,25 mg)

6

 

Dirigir embriagado (acima de 0,25 mg)

13

 

Veículo sem licença obrigatória (shaken)

6

9

16

 

Veículo sem seguro obrigatório

6

9

16

 

Ignorar semáforo (comum)

2

7

14

9.000

Ignorar semáforo (de alerta)

2

7

14

7.000

Dirigir cansado

13

 

Excesso de velocidade

menos de 15 km/h

1

7

14

9.000

15 km/h ~ 20km/h

1

7

14

12.000

20 km/h ~ 25 km/h

2

7

14

15.000

25 km/h ~ 30 km/h

3

8

15

18.000

30 km/h ~ 50 km/h

6

9

16

 

acima de 50km/h

12

13

19

 

Excesso de velocidade em rodovias expressas*

30 km/h ~ 35 km/h

3

8

15

25.000

35 km/h ~ 40 km/h

3

8

15

35.000

* nas rodovias expressas, as infrações abaixo de 30km/h e acima de 40km/h são as mesmas para estradas comuns

Dirigir usando celular (risco de perigo)

2

7

14

9.000

Dirigir usando celular

1

7

14

6.000

Dirigir sem habilitação

19

20

23

 

Dirigir veículo de grande porte s/ licença

12

13

19

 

Dirigir com habilitação provisória

12

13

19

 

Dirigir sem cinto de segurança

1

7

14

 

Dirigir sem equipamento de segurança para crianças (assento especial)

1

7

14

 

Dirigir com excesso de barulho

2

7

14

6.000

Local proibido para estacionar

Com o motorista presente

2

7

14

10.000

Com o motorista ausente

2

15.000

Local proibido para parar e estacionar

Com o motorista presente

2

7

14

12.000

Com o motorista ausente

3

18.000

** A primeira fileira indica os pontos perdidos em caso de veículos de passeio; a segunda indica os pontos perdidos para motoristas com 0,15 mg a 0,25 mg de álcool; a terceira indica os pontos perdidos para motoristas com mais de 0,25 mg de álcool; a quarta indica o valor das multas para veículos de passeio (nos espaços em branco, o valor das multas é decidido pela Justiça)


Reformas da lei de trânsito
 
Veja que mudou nos últimos dois anos:
 
- Telefone celular
Multa de até 50 mil ienes e redução de um ponto na habilitação para quem utilizar o celular enquanto dirige o carro ou a moto. Antes, a pena só era aplicada a motoristas que causavam infrações ou acidentes.
 
- Bafômetro
A multa para motoristas que se recusam a fazer o teste do bafômetro sobe para até 300 mil ienes. Antes, o valor era de até 50 mil ienes.
 
- Bosozoku (gangue)
As gangues motorizadas (bosozoku) são multadas mesmo que seus membros apenas se reúnam. A lei previa que eles seriam punidos se causassem incômodos, desordem ou oferecessem perigo a alguém.
 
- Garupa de moto
Nas rodovias expressas, os pilotos de motos de médio e grande porte podem transportar um passageiro, desde que eles tenham mais de 20 anos e possuam a carteira de habilitação por mais de três anos.
 
- Estacionamento proibido
A multa será aplicada por policiais e também por vigilantes. As multas geradas deverão ser pagas pelo proprietário do carro (registrado no documento), e não mais por quem cometeu a infração.
 
- Classificação da habilitação
A partir de 2007, a carteira de habilitação será dividida em três categorias: porte normal (para veículos abaixo de 5 toneladas), porte médio (para veículos de 5 a 11 toneladas) e porte grande (para veículos acima de 11 toneladas).
 
- O que pode mudar na lei de trânsito (28.09.06 - Redação Tudo Bem)
 
- Pena por negligência
A pena para motoristas embriagados negligentes, que causam acidentes ou atropelamentos e fogem do local, é de até cinco anos de prisão. Com a reforma, pode subir para até dez anos.
 
- Punição a estabelecimentos
Os bares, restaurantes e pontos comerciais podem ser punidos com multa se venderem bebidas alcoólicas a clientes que aparecem de carro. Amigos que estão juntos também seriam considerados “cúmplices” em casos de acidentes.
Em casos de acidentes
 
           Se você tiver a infelicidade de causar um acidente ou for vítima dele, procure os centros de consulta que atendem gratuitamente. (Relação dos centros  no final da página).
 
- Quando uma pessoa causa um acidente, porque a polícia costuma avisar a empresa onde ela trabalha?
É função da polícia é investigar as causas do acidente, e isso envolve o local de trabalho do motorista, mesmo que tenha acontecido fora do horário de expediente. Também é uma forma de pressionar o funcionário a não cometer infrações, já que isso poderia levar a uma demissão.
 
- Quais as primeiras providências a tomar em um acidente?
De acordo com a Lei de Trânsito, o motorista que se envolve em um acidente tem a obrigação de tomar três medidas:
 
1 – Verifique as condições de segurança do local. Se o acidente acontecer em uma rua movimentada ou uma rodovia expressa, utilize o bastão de alerta (hatsuentou) que todo motorista é obrigado a carregar no carro. O bastão, de cor vermelha, emite fumaça e brilho por mais de cinco minutos e serve para alertar os motoristas de outros veículos;
 
2 – Comunique imediatamente a polícia, através do número 110, e siga as instruções até a chegada da viatura;
 
3 – Caso haja feridos, tome algumas medidas de primeiros socorros para estancar o sangramento, ou impeça que a pessoa se mexa para não comprometer a coluna.
 
- O que acontece com um motorista que causa acidente?
Ele pode passar pelos processos criminal e cível. O primeiro acontece se a polícia achar que houve irresponsabilidade. O motorista pode ir preso, ter a carteira de habilitação apreendida e ir a julgamento. O juiz também pode determinar uma multa. O processo cível corre paralelo ao criminal e normalmente é movido pela vítima ou pela família que exige indenização.
 
- Como essa indenização é calculada?
Em caso de morte, o cálculo é feito a partir dos salários que a vítima receberia se trabalhasse até a velhice – a média de idade é de 70 anos, incluindo aposentadoria. Como o valor é muito alto, se não tiver o seguro opcional o infrator terá de trabalhar por um longo tempo. Ao invés de tratar da indenização com os envolvidos, o mais indicado é deixar essa função a cargo da seguradora. Se for combinado um valor diretamente com a vítima, a seguradora pode não querer pagar. No caso das vítimas, é aconselhável entrar com uma ação cível. Os acordos com a seguradora geralmente são abaixo do valor determinado pelo juiz.
 
- Durante uma blitz, o motorista é obrigado a fazer o teste do bafômetro?
Não, mas se ele recusar poderá receber uma multa de até 300 mil ienes. A polícia não pode obrigar ninguém a fazer o teste desde que não tenha ocorrido nenhuma infração ou acidente.
 
- Em quais situações o motorista pode usar a buzina do carro?
Ao passar por ruas ou cruzamentos com pouca visibilidade. Ela também serve para alertar pessoas em volta que estão em situação de perigo. Exceto isso, o uso não é permitido.
 
- Qual é o melhor tipo de seguro opcional para carro?
O sharyou hoken é o mais completo. O nin’i hoken é mais barato, mas cobre apenas danos materiais e físicos de terceiros. Mas todos os proprietários de carro são obrigados a pagar o Jidousha Songai Baishou Sekinin Hoken (Jibaiseki) na hora de renovar a licença, porém, cobre somente em casos de danos a terceiros.
 
Centros de Consulta:
 
Centro de Consultas a Solicitação de Pagamento do Seguro do Carro – Tel. 03-3259-7931 (Tóquio)
 
Associação Japonesa de Seguros contra Danos – Há em 25 localidades em todo o Japão.
 
-Centro de Consulta sobre Acidentes de Trânsito da Nichibenren (Federação dos Advogados do Japão) Tel. 03-3580-1892
 
-Centro de Consultas com advogados – há em 107 localidades do arquipélago.
 
-Centro de Atendimento a Problemas de Acidentes de Trânsito – Tel 03-3346-1756 (sede em Tokyo)
 
Há em 8 localidades, em todo o Japão.
  
Além destes centros, há os setores de Consulta sobre Acidente de Trânsito das Prefeituras.